terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Desencontros.

   
Geralmente quando “ele” sai, não costuma avisar onde está indo…
Seus rumos são tão desconhecidos quanto a verdade existente na saudade que diz sentir dele…
Ele sai por uma porta, ela prontamente entra pela outra.
É um frequente esconde-esconde!
Coincidência, proposital… Um pouco dos dois!
Coincidência pois procuram um ao outro.
Proposital pois ambos têm esse querer sem querer…
Ela não é mais quem costumava ser. Não é mais quem “ele” conheceu.
“Ele” também parece ter mudado, ou, é apenas o modo que ela o encara.
Com “ele”, ela vai do céu ao inferno em questão de segundos… Sem “ele” também.
Ela o espera, deseja, chama…
E, quando ele se aproxima (re) começa o esconde-esconde.
Um sorriso o convidando para entrar, e a porta de entrada fechada sem chave à vista.
Um olhar convidativo e provocante e em seguida o nada…
Ela dá pulos de alegria em sua presença e é capaz de saltos maiores quando “ele” se vai!
Imprescindível apenas “ele”. E o fato de sempre voltar.
“Ele” não sobrevive sem ela.
Ela sobrevive, mas nem sempre quer. Nem sempre sabe nem o que (de fato) quer.
Inimigos leais. Amigos desconfiados.
Ela sempre espera que “ele” a abandone, a machuque, a deixe só.
“Ele” sempre acha que pode mudá-la, amolecer seu coração e protegê-la…
Nem “ele” acredita que ela o queira tanto quanto “ele” a quer, nem ela crê que “ele” seja tão real quanto diz que é.
Se desejam e se repelem com a mesma intensidade.
Ela o considera mito.
Ele apenas atende pelo nome: AMOR.
Elaine Vasconcelos

sábado, 1 de janeiro de 2011

"Apenas mais um fã"

by: lainerenata yn paramore

                            
Tem vezes na vida que precisamos passar pelas coisas pra entende-las realmente...
Enquanto eu encarnava na minha amiga fanática por uma banda qualquer..

                                   http://www.paramorelatino.com/album/albums/userpics/26654782.jpg

Não poderia imaginar que essa banda de 5 pessoas extremamente e antes de tudo talentosas se tornaria tão indispensável na minha vida, que me mostraria que ser fã quando realmente se ama é absolutamente t-u-d-o e que sim, eles tornaram minha vida mais fácil de ser vivida porque o bem que eles me fazem só eu posso medir.
Podem dizer que é minha fase adolescente, que são meus hormônios, que esse amor todo vai passar,que eu to exgerando,rs,o importante é a minha certeza de que isso não é hormônio nenhum de que esse sentimento é verdadeiro ,que isso que eu sinto não passa com a maturidade,e sim que esse amor vai amadurecer comigo...
Nós fãs somos únicos!!!
Por que eu disse isso?Qualquer fã poderia ter escrito as palavras acima não é?
Parecem palavras de apenas mais um fã...
Mas não são
Essas palavras são únicas por eu sou fã de PARAMORE
Nós somos únicos porque amamos PARAMORE

Elaine vasconcelos

Hayley Williams e seus estilos...

by: lainerenata

                             https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhG0XS23nrvhwmlRdG49AoDVqd6ozpvBpay1k2JOLUf_oKuiMCzZb_dPt3DR2Wq48XmY76prh0onEAfFNxPY8ZsQOXAUuDDWN7m70MDu98D0WiOXQPy9ax0008ttYdhWIdYnSQc0aCVTfE/s400/Hayley_Williams2502.jpg
Como todos vcs sabem, o estilo da hayley eh muito mara, afinal, quem nao queria ter o cabelo certinho (ou nem tanto 6') dela?
Vermelho, loiro, verde,castanho, seja qual for a cor, sempre fica linda na cabeça da nossa aspiranta a Bob esponja. Mas como definir esse estilo? punk? divetido? colorido? Vcs decidem... Eu sei que gosto nao se discute, mas bora discutir o tal estilo da diva hayley :D

                               http://static.wix.com/media/aeef24e1aa424078e7cae060d6563468.wix_mpHayley Williams
Pra começar, ela não abre mão da tintura de cabelo certo? O ruivo caiu mt bem nela, mas e a epoca q ela pintou de loiro? Há também quem diga que a melhor época seja o clássico: sua cor de cabelo vermelho-ai-meu-olho.
Quando vamos caracterizar uma pessoa sempre começamos pelo importante certo? Errado.
Teve uma vez em que uma menina da minha escola (muito poser pelo jeito) não tava lembrando de quem era a tal hayley, dae resolvi dar uma ajudinha. Logo que falei do cabelo vermelho ela se lembrou, definindo o estilo como punk. Discordei, falei que era meio que um estilo divertido, dae veio um garoto dizendo q era estilo próprio , e cada um terminou falando uma coisa. Tavez um punk próprio divertido colorido? Afinal, vamos pegar o exemplo da menina poser que não lembrava o nome da hayley: se eu não tivesse falado do cabelo vermelho ela iria se lembrar? e se o cabelo da hayley fosse preto? a menina poser ia se lembrar? provável que nãoo, afinal, varias bandas tem como vocalista uma pessoa de cabelo preto. Mas ela acertou e sabe porquê? Por quê a hayley é unica. Mesmo q seja punk, colorido ou qualquer outra coisa, isso se chama atitude!

PARAMORE: Trilha Sonora Da Minha Vida

By: lainerenata

Não há como falar de Paramore sem citar os momentos em que a banda faz a trilha sonora da nossa vida. Acontece que sempre tem uma música em algum lugar que diz exatamente o que você sente ou o que você quer.
O fato é que todo mundo já teve seu momento Misery Business quando quis se vingar de alguém, ou até mesmo aquele momento em que pra extravasar a raiva (uhul) você aumenta o volume do rádio na música Ignorance e grita junto com ela “Ignorance is your new Best friend”, que é a música perfeita para definir o momento auge da (ira, ops) independência de alguém.




Também existe o momento The Only Exception, sabe aquele momento único? Tipo, raridade mesmo? Bem exceção? Pois é, aquele tipo “uma vez na vida” ; Algo tão especial e com a descrição perfeita. Imaginou?! É isso, é tão especial que é quase um movimento artístico, o Surrealismo. E claro, todo momento ternurinha exige o momento “we are broken”, porque erramos pra poder acertar.


Ahhh, não posso esquecer de Pressure (OMG)!!! Sabe quando você não agüenta mais estudos, famílias e etc... então você com certeza já se viu na música. E quando a Hayley começa a cantar “Things are looking up, oh finally!”, a gente até se sente mais animado não?! Sem contar que bater palmas no BBBB já é praticamente um rito.
Quem nunca parou, sentou ( ou ajoelhou) pra refletir com Let The Flames Begin? Ou quem nunca colocou a mão no peito e sussurou “My heart is yours...”? Quem nunca teve o dia que a única música que o compreendesse foi Conspiracy? E quem nunca se viu numa situação boba e amorosa e não riu com Crushcrushcrush? E se você ainda não teve, um dia ira ter a vontade de gritar All I wanted is you, ou quem nunca teve um Decoy?!
Quem nunca teve sua fase Teenangers? Never Let This Go? Here We Go Again? Fences? That’s What You Get? Ou For A Pessimist, I'm Pretty Optimistic?
Afinal, amamos Paramore e ele faz parte da nossa vida, em algum momente, ou em todos. Porque We Are Born For This!

Elaine vasconcelos

.As cartas que eu não mando.


 

È mágoa.
Já vou dizendo de antemão.
Se eu encontrar com você, to com três pedras na mão.


Frustração é uma emoção que ocorre nas situações onde algo o obstrui de alcançar um objetivo pessoal. Quanto mais importante for o objetivo, maior será a frustração. É comparável à raiva. As fontes da frustração podem ser internas ou externas. As fontes internas da frustração envolvem deficiências pessoais como falta de confiança ou medo de situações sociais que impedem uma pessoa de alcançar uma meta. Causas externas da frustração envolvem condições fora da pessoa tais como imprevistos, falta de recursos ou privação deles (sejam materiais ou  emocionais).

Sentir raiva não é fácil, não é tarefa simples. Porém permanecer com raiva dá ainda mais trabalho. Isso eu garanto! A cada dia tentar renovar esse sentimento, pesa, dói, e mata a gente…

Lembrando a cada dia de toda a situação frustrante, renovo meu sentimento de raiva, de fiasco por você. Não eu não me orgulho disso. Mas também não me orgulho do que você me fez. Tenho tentado initerruptamente, há quase 5 meses esquecer! Mas, parece que os dias servem apenas para acentuar isso… Está marcado em letras garrafais, em alto-relevo, em cores chamativas como verde-limão e pink, em todos os lugares da minha mente quando fecho os olhos, ou mesmo com eles abertos.

Não eu não estou feliz assim! Não tenho paz assim, e, nem acho que estou me ajudando, nem me aproximando de dos meus amigos assim. Sei que é o contrário. Mas, inconsciente e conscientemente ainda espero um pedido de desculpas seu… Afinal, lá no fundo algo me diz que não foi você quem fez isso… Não a pessoa que eu conheci e me tornei amiga. Não a pessoa a quem admirei tanto, e tanto proclamei.

Se ao menos você tivesse me explicado a traição, acho que me conformaria. Se ao menos você tivesse me dito que não me queria mais por perto, eu teria saído e você não precisaria ter me difamado tanto… Não consigo sair dessa lama emocional em que caí quando me frustrei com você.

Sei exatamente o porquê de ter doído tanto… Isso é exatamente proporcional ao tamanho do amor que eu tinha por você. E hoje é mágoa.

Quem sabe um dia eu tenha que te encarar novamente… E nesse dia… Nem nesse dia eu vou admitir que guardei pra te dar, as cartas que eu não mando.


Elaine Vasconcelos

O Nada.

  
O Nada não acrescenta porque na verdade ele não é nada…
É exatamente igual ao quase que o Luis Fernando Veríssimo fala em seu texto intitulado “Quase”, que transcrevo um pedacinho aqui:
Ainda pior que a convicção do não, e, a incerteza do talvez 
É a desilusão de um “quase”. 
É o quase que me incomoda, que me entristece, que
me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi.
Tenho me sentido assim…
Sufocada pelo quase…

Elaine Vasconcelos

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Tudo novo,de novo.


 

 Chega um tempo em nossas vidas em que tudo ganha maiores proporções…

Elaine Vasconcelos
 Sentimentos de raiva, de amor, ansiedade, sonhos, lembranças… TUDO, absolutamente tudo ganha uma proporção que nunca antes teve, e ocupa em nós um espaço que chega a nos sufocar por não conseguirmos enxergar nada além dessa determinada “coisa”.
Bem, essa coisa que agora me aflige chama-se inquietação.
Inquietação por estar vivendo uma situação que nunca antes imaginei que existisse. Inquietação por uma decepção vinda de 1 Mês de Namoro, confiança e lealdade. Mas, uma inquietação que produziu frutos bons também!
Afinal, nem tudo está perdido.
Essa inquietação envolvida na mágoa me rendeu uma força superior à que tinha quando escrevi “As cartas que eu não mando”, me rendeu uma crença maior em minha capacidade de superar e deletar más situações da mente, da vida e do coração, e, uma capacidade melhor ainda de compartilhar apenas com quem realmente importa, as coisas que vivo. Aquelas, só minhas…
Como não sou um túmulo, compartilharei um trecho da carta que tive coragem de mandar.
” Espero não ter mais notícias suas, nem daqui a meses,anos ou o que seja. Daqui pra frente, você não faz mais parte de nada do que eu queira lembrar que existiu”…
Forte?
Nããããão, não, pra mim soa mais como liberdade de expressão.
A Elaine cresceu, e lembrou-se que tem voz.

Apenas mais uma sobre mim.

 
Não faço leituras de mim mesma.
Me leio ao me olhar, me tocar, ao ver meus lábios se moverem ao comer, bocejar, ler, argumentar, cantar, gritar…
Mas, não faço leituras de mim mesma.
Sou observada e copiada e criticada durante cada hora do meu dia, então por que pararia para fazer leitura de mim mesma?
Vivo sendo lida, e, ignorada. Lendo e descartando, pessoas e comportamentos… E, ainda assim penso que não me leio como deveria. Me observo menos do que observo as pessoas ao redor.
Os carros passando, as pessoas e suas roupas, seus bichos, seus cabelos e seus costumes, TUDO acaba me entretendo mais do que uma auto-leitura.
Repetir determinadas situações e sensações não me agrada, deve ser por isso que evito me ler a fundo…


Elaine Vasconcelos

.A menina que virou mulher.


Era uma vez uma menina que queria ser mulher.
Ela achava que sendo mulher poderia ser dona do próprio nariz, achava fascinante poder fazer o que queria! E o que ela mais queria era brincar…
Ela acreditava de verdade que seria mais feliz sendo mulher… Acreditava tanto nisso que pedia initerruptamente pra crescer logo.
Queria ter cabelos longos e sedosos, dinheiro pra comprar os melhores brinquedos, queria ser alta pra não precisar de ninguém que alcançasse os objetos mais altos, queria que fossem os meninos que sonhassem com ela, e não contrário que era o que acontecia… Ela apenas queria…
Queria ser a escolhida!
Todos os dias ela media sua ‘nova’ altura… Aguardava ansiosa o dia em que tivesse mais de 15 anos, mais de 1,70m de altura… E acreditava que nesse dia seria feliz… Que seria mulher!
Quando finalmente um dia ela acordou com espinhas, tpm, e 16 anos.
Não era nada do que ela havia planejado…
Após muitas frustrações, alguns sapos ao invés de príncipes e 19 anos, ela se olha no espelho, e quer…
Quer ser criança…
Não precisar dormir chorando por não conseguir mais acreditar no amor…
Não precisar se preocupar em ser a mais bonita, nem ter os cabelos mais elogiados…
Não ficar mais preocupada com sua voz que agora não tem mais a mesma melodia suave de antes…
E não ter essas olheiras que as noites mal dormidas trouxeram…
Ela deita, e sonha…
Com o dia em que (espera ela) volte a ser criança…


Elaine Vasconcelos

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Idas, sem vindas.

 
A vida segue,mas a dela pára.
Os tempos mudam, enquanto ela se agarra ao passado…
Ela ainda espera o telefone tocar como no dia em que ele partiu.
Ele costumava voltar depois das brigas, e a reconciliação era sempre muito boa.
Mas, dessa última vez ele não voltou.
Ela não ligou. Seu orgulho ainda é maior que a falta dele costuma fazer.
Tecnicamente livre, mas ao mesmo tempo presa a alguém a quem não pode chamar de ser.
Está repleta dele!
Exala seu cheiro, e tudo o que inala a faz lembrar dele. Até sua respiração era diferente com ele…
Não se sabe ao certo quem começou a magoar quem, mas sabe-se que ambos saíram feridos.
Ela desistiu de lutar.
Ele parece ter desistido de voltar.
Ela se empenha em manter-se isolada.
Acredita que ninguém jamais tentará quebrar os muros que a isolam novamente.
Mas, sabe que se fosse ele, abalaria cada cm que construiu para isolar-se.
Ela não vai admitir que sente falta dele.
A mágoa é forte demais…
Ela sabe o quanto dói manter-se assim.
Ele, de algum modo a observa, e deve saber que sua partida a transformou no que é agora…
Ela agora chora solitária…
Ele, bom…  Ela tenta fazer suas palavras reais quando diz que (dele) já nem lembra o nome…
E até em sonhos, sussurrava que quando ele se foi, ela também foi junto…
O vazio que sente tem o tamanho dele…
Desde que ele saiu de seu coração, ele e ela lamentam…
Mas, ainda assim, ele (o amor) não consegue encontrar um caminho pra voltar…
Elaine

As alegrias voltaram, e, eu também voltei!

  

 Um dia as coisas mudam de lugar, e por mais que eu tenha relutado, proibido, impedido, me privado, escondido e determinado, elas mudam.
Essa história de que nada muda se você não mudar primeiro nem sempre é real. As coisas podem mudar ainda assim, caso você esteja com sua confiança depositada nEle, e Ele queira mudar.
E em toda situação que não nos favorecer, Ele vai querer mudar as coisas.
Em toda situação que nos fizer sofrer, Ele vai querer mudar as coisas.
Em toda situação que nos aprisiona e sufoca, Ele vai querer mudar as coisas.
Hoje sei o real valor e significado dessas palavras, porque Ele tem mudado essas situações na minha vida também.
Passei por um processo longo e doloroso durante alguns anos da minha vida e graças à ele e o conjunto de situações e pessoas envolvidas, me fechei para o mundo e para os sentimentos. Me proibi de aceitar intimidade com qualquer que fosse a pessoa, amiga, parente, pretendente. Meu único objetivo era não ter envolvimentos, e minha única prioridade era afastar qualquer possibilidade de relacionamento. Deu certo. Por um tempo deu muito certo. E mesmo cansada, fadigada, continuei firme e me privando.
Até que no dia 24 de setembro Amigo resolveu falar.
E como Ele falou… E como doeu ouvir!
E relembrar todas as frustrações, chorar todas elas de novo, e sentir que era a última vez que elas me incomodavam tanto… Foi quando eu admiti pra esse Amigo que não aguentava mais viver presa, e que eu sabia que Ele estava ciente de todas essas situações, inclusive da quantidade de lágrimas que derramei por cada uma e quantas noites fiquei sem dormir por isso.
O problema não era Ele saber, até então eu me incomodava por saber que mesmo sabendo, Ele “não fazia nada”, embora tivesse certeza que em nenhum momento permiti que fizesse.
Me fechei tanto, me proibi tanto que nem mesmo Ele poderia agir. Ele nunca me obrigaria a fazer nada, nem aceitar nada, e era um dos maiores motivos de eu não me deixar envolver novamente com Ele. Eu sabia que não resistiria ao seu amor,sabia que cederia. EU sabia e não queria.
Haviam muitas barreiras em mim, muitas restrições e muitas portas fechadas no meu coração e mente. Mas, para mim mesma, eu não conseguia mais mentir.
Abri muitas vezes a boca pra falar “não”, “nunca”, “não mais”… Mas no fundo era uma tentativa frustrada de me convencer que realmente não queria, não seria e não faria. Convenci muita gente, indignei outras, afastei várias, mas me reprimi até onde pude.

E eu me perguntava qual caracterísitca me faltava. Após o culto as dúvidas, confusões e toda a agonia emocional que eu vivia me perturbava e martelava em minha mente…
E, eu resolvi tentar me abrir com alguém. Por isso, tive que arriscar. Me despir da armadura e aceitar ouvir alguém (que poderia ter opinião contrária à minha). E ela tinha mesmo! Mas não em tudo e não doeu tanto quanto imaginei! Percebi que foi a melhor coisa a fazer, e que deveria ter feito muito antes!
Havia esquecido o quanto pode ser bom ter alguém pra te ouvir, e o quanto é bom ser contrariada… A contrariedade traz a inconformidade! E a inconformidade traz a mudança!
Foi isso que me ocorreu.

Enquanto Talyta me falava bons motivos para dar vazão ao sentimento, para abrir o coração para o amor , razões para permitir que eu mesma voltasse à vida, eu refletia, relutante, e sentia que estava literalmente perdendo o controle de toda essa “certeza” que eu tinha sobre minha aversão à relacionamentos. Foi uma das coisas mais difíceis das quais me recordo de ter feito, mas eu consegui admitir pra ela que mais da metade das coisas que afirmei nunca mais faria, eram na verdade as coisas que mais me doíam não ter mais.
Contei pra ela, em detalhes, todos os medos que tinha, e o quanto não conseguia me livrar deles. Eu havia desaprendido a acreditar em sentimentos, em mim mesma, em perspectivas para um futuro. Estava vivendo o presente como se fosse o fim da vida.

conversa com a Camila na noite anterior. Nada ficou esquecido por Ela, Ela novamente me mostrou que grava tudo o que eu falo, todas as lágrimas, todas as dúvidas, toda a insegurança, tudo estava sendo observado com interesse por Ela.
E enquanto ela falava sobre decisão, confiança, desprendimento, eu ouvia nitidamente meu nome nas entrelinhas.

E quando ela passou a confirmar o que Eu estava fazendo e gostaria de fazer na minha vida, entrei em pranto,
derramei todo o pranto que me impedia de admitir, de aceitar, de permitir que algo novo acontecesse na minha vida…

 Mas, ainda não sabia o tempo de anunciar as alegrias e por isso mantive muita coisa em segredo, coisas que ainda não relatei e não relatarei por hora, pois, eu ainda preciso ser treinada nisso (paciência e segredo) e ainda não recebi liberação para compartilhar tudo o que  me passou.

E não quero, não estou pronta para ouvir negativismos a respeito, pois estou firmando um sentimento que eu sei que crescerá de acordo com o meu empenho.

Por hora, o que posso falar é que minha alegria tem nome e é real, Meu Amigos tem me enchido de alegrias, de ânimo e esperanças.
E, ainda tem me ensinado (de novo) o que é ser bem cuidada, amada e aceita.
Eu precisava compartilhar isso com vocês!
Afinal, depois de me aguentarem tantos meses lamentando minha falta de vida, nada maisjusto do que dividir com vocês também minhas alegrias.

Elaine Vasconcelos

O Perigo mora do lado.

  
 Desde o dia em que saiu de seu luto emocional ela parece ter voltado à vida.
Suas restrições, antes implacáveis e irrevogáveis, agora já nem dão o ar da graça.
Ela nunca esteve tão confiante em si mesma, não há como esconder.
Seu andar e seus passos agora firmes, denunciam que a menina cresceu.
Seu sorriso agora enigmático e malicioso, prova que virou mulher.
Seus olhos e seus olhares, agora, como diria Leoni: “milhares de tentações”.
E as suas intenções agora são realmente outras. Abusando de sua leveza – característica feminina mais admirada pelos homens – em conjunto com a maturidade adquirida para tomar decisões, ela encanta, envolve, e… dispensa.
Sim, ela está bem “abusada”!
Mas, o que ela menos esperava parece ter chegado pra testar essa autossuficiência e segurança exageradas que ela agora parece ter.
Que o amor a flechou não é novidade.
Mas, afinal, o amor aplacaria os outros desejos? Seria o amor capaz de suprir-lhe a necessidade de ser assediada?
Quando deu por si já havia notado que o assédio a envolve.
Suas reações não têm mais aquele ar de timidez de outrora, mas, a malícia agora é o tempero de sua satisfação em ser percebida, notada.
É, o bichinho do estrelismo contagiou sua mente. E, ela que vivia se escondendo do mundo, agora deseja que o mundo a observe.
E ele tem mesmo observado.
Mas ele também a tem cosntrangido. Ele parece ser o único a cosneguir deixá-la sem graça quando “pára e repara” nela, e quando não o faz.
É, o bichinho da cobiça a tingiu. Ela anda desejosa de atenção. Ela anda “vestida para matar”… E o que antes era seu observador agora passa a ser observado por ela.
Ela que não queria ter projetos agora tenta conciliar dois alvos. Seu amor e seu desejo brigando entre si. Lado a lado…
E, no meio desse duelo, ela não sabe qual dos dois é mais perigoso para sua estabilidade tão duramente adquirida. O risco de perder o controle é iminente, em ambas opções. E é exatamente isso que a assusta.
Perder o controle nem sempr é ruim, mas, para ela que não sabia o que era ter o controle, parece um retrocesso. E é, mas depende do que é mais importante.
O perigo está ao lado, mas não só materialmente… Do lado de dentro é que mora o perigo real. As sensações e as vontades controlam mais do que qualquer pessoa é capaz…
Mas a questão é: ela quer controlar,ou prefere ser controlada?
Elaine Vasconcelos

Quanto mais perto,melhor.


  
Intimidade é algo que ela odiava.
Mas, nem mesmo ela tinha certeza que odiava, apesar de seu esforço em tentar convencer as pessoas que a cercavam disso.
Embora conhecesse muita gente, a maioria de suas relações era superficial, e as novas, bom, as novas, ela não permitia que acontecessem.
Andava sozinha, acreditando que chegaria mais rápido onde quer que resolvesse ir.
Andava sozinha porque acreditava que sem levar “pesos emocionais” se sentiria mais leve e mais disposta em sua caminhada.
Seus caminhos só ela tinha conhecimento.
Seus amigos, eram amigos dela, mas ela já não sabia se era amiga de alguém.
Seus olhos e seus olhares, milhares de enigmas.
Seus sorrisos (raros) tímidos só eram dados a quem lhe provasse alguma coisa que ela julgava ser importante a ponto de esforçar-se para sorrir.
Exagerada, desconfiada, incrédula, medrosa, insegura…
Ela era tudo isso e muito mais.
A vida a fez assim, e ele (seu coração) foi tantas vezes seu maior algoz.
A quem mais amou, mais a decepcionou.
Por quem mais se doou, mais sonhos perdeu.
A crença na vida, se esvaiu com a mesma velocidade de um piscar de olhos e na vida ela prometeu que não voltaria a crer.
Mas, inconstante como sempre foi, aceitou o desafio de ser conquistada. Desejou que alguém novamente lhe provasse algo…
E ela sorriu diante da possibilidade de um recomeço.
Com os dois pés atrás, se lançou meio sem querer numa emoção que tanto temia: o amor.
A ansiedade veio junto, as mãos suando, as pernas meio trêmulas, a necessidade de ouvir qualquer coisa que lhe fizesse sentir segura… Acolhida… Amada.
Ela tinha necessidade de crer, mas não conseguia ver além do medo.
E sua crença que começava a reaparecer, ainda era frágil demais pra se basear em suposições. Ela desejava realidade.
Mas ele foi cuidadoso. Ele foi paciente, ele a deixou confortável, e o principal, ele a acolheu em seu coração de uma forma tão doce e tão sutil que ao perceber a paz que seu amor que trazia, ela sorriu… Espontaneamente, gratuitamente!
O amor novamente lhe sorriu, e talvez ela jamais consiga ter a noção exata de todo o impacto que esse amor lhe trouxe, mas de uma coisa ela sabe: foi amada.
Que seja infinito enquanto dure, diria o poeta. Mas ela prefere pensar que viver brevemente um amor ainda é melhor do que viver no quase em que vivia. Afinal, quase vivendo sabia que já tinha morrido…
Elaine Vasconcelos