in Crônicas
Geralmente quando “ele” sai, não costuma avisar onde está indo…
Seus rumos são tão desconhecidos quanto a verdade existente na saudade que diz sentir dele…
Ele sai por uma porta, ela prontamente entra pela outra.
É um frequente esconde-esconde!
Coincidência, proposital… Um pouco dos dois!
Coincidência pois procuram um ao outro.
Proposital pois ambos têm esse querer sem querer…
Ela não é mais quem costumava ser. Não é mais quem “ele” conheceu.
“Ele” também parece ter mudado, ou, é apenas o modo que ela o encara.
Com “ele”, ela vai do céu ao inferno em questão de segundos… Sem “ele” também.
Ela o espera, deseja, chama…
E, quando ele se aproxima (re) começa o esconde-esconde.
Um sorriso o convidando para entrar, e a porta de entrada fechada sem chave à vista.
Um olhar convidativo e provocante e em seguida o nada…
Ela dá pulos de alegria em sua presença e é capaz de saltos maiores quando “ele” se vai!
Imprescindível apenas “ele”. E o fato de sempre voltar.
“Ele” não sobrevive sem ela.
Ela sobrevive, mas nem sempre quer. Nem sempre sabe nem o que (de fato) quer.
Inimigos leais. Amigos desconfiados.
Ela sempre espera que “ele” a abandone, a machuque, a deixe só.
“Ele” sempre acha que pode mudá-la, amolecer seu coração e protegê-la…
Nem “ele” acredita que ela o queira tanto quanto “ele” a quer, nem ela crê que “ele” seja tão real quanto diz que é.
Se desejam e se repelem com a mesma intensidade.
Ela o considera mito.
Ele apenas atende pelo nome: AMOR.
Elaine Vasconcelos

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